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Nós cantaremos as grandes multidões excitadas pelo trabalho, pelo prazer, e pelo tumulto; nós cantaremos a canção das marés de revolução, multicoloridas e polifônicas nas modernas capitais; nós cantaremos o vibrante fervor noturno de arsenais e estaleiros em chamas com violentas luas elétricas; estações de trem cobiçosas que devoram serpentes emplumadas de fumaça; fábricas pendem em nuvens por linhas tortas de suas fumaças; pontes que transpôem rios, como ginastas gigantes, lampejando no sol com um brilho de facas; navios a vapor aventureiros que fungam o horizonte; locomotivas de peito largo cujas rodas atravessam os trilhos como o casco de enormes cavalos de aço freados por tubulações; e o vôo macio de aviões cujos propulsores tagarelam no vento como faixas e parecem aplaudir como um público entusiasmado.
Manifesto Futurista - 1909
por Filippo Tommaso Marinetti
Escrito por Liany às 20h17
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The underground - parte 3
No Brasil, são poucas ações que se mostram engajadas o suficiente para produzirem alguma consciência social sobre as idéias do underground.
Se olharmos o início do underground na cena eletrônica, alguns conceitos foram passados mas, a forte característica individualista da nossa juventude e sociedade, que dificilmente mostra alguma preocupação com idéias de consciências sociológicas, facilitou para que a cultura da música eletrônica fosse rapidamente tragada pelas corporações.
Uma cena desunida, descentralizada, e fortemente criticada pelas instituições no poder, impossibilitou a formação de um movimento relevante. Núcleos de festas se multiplicaram e muitos alcançaram grande número de simpatizantes, mas a essência anárquica do movimento não foi estabelecida em momento algum, ao contrario, estipularam-se revistas, sites, lojas, casas noturnas, todos especializados de alguma forma na cena eletrônica alternativa, mas sem nenhuma conexão com o underground. Claro que aqui não quero ser injusta, e quando coloco que o underground não existe no Brasil, não quero dizer que não há pessoas engajadas para produzi-lo, mas sim que não temos um público preparado para entendê-lo.
Acredito que atualmente as manifestações que mais trazem alguma intenção de crítica social e releitura de valores, estão ligadas a cibercultura, ou cultura digital.
A forma de pensar às novas mídias, seus manifestos anti-copyright, seus trabalhos coletivos e compartilhados, assemelham-se em alguns aspectos a anarco-cultura proposta pelo underground. Essas características somadas a experimentação tecnológica e musical, e ao estímulo da convivência entre os indivíduos, já que a valorização do prazer não pode acontecer propriamente através do ciberespaço, constituem alguns eventos que acontecem hoje no Brasil, que poderiam até caracterizar uma nova e emergente cultura underground.
Escrito por Liany às 20h11
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The underground - parte 2
A inevitável tendência dos indivíduos em buscar a liberdade extrema de suas ações é discutida pelo filósofo anarquista Hakim Bey, em seu famoso ensaio - T.A.Z. Temporary Autonomous Zone.
Segundo Bey, as pessoas com interesses em comum se agrupam para realizarem atividades que lhe dêem prazer, e muitas vezes desses encontros surgem mini-sociedades que buscam extravasar seus desejos de liberdade alheios às leis instituídas pelo “poder político democrático legislativo”. Esse tipo de agrupamento foi denominado pelo filósofo como Zonas Autônomas Temporárias (TAZ) e seus argumentos descrevem quase que precisamente a consciência das primeiras raves e dos princípios do que venha a ser a cultura underground.
Essas “sociedades temporárias”, no caso de festivais anuais (zonas autônomas periódicas), acreditam serem capazes de maximizarem sua liberdade e entretenimento, pois se constituem autônomas e sob esse titulo, no momento em que estão acontecendo, determinam suas próprias normas de condutas.
Normalmente esses movimentos criticam a ação das hierarquias opressivas, como o trabalho alienado e a cobrança de um estabelecimento social vinculado ao acúmulo monetário.
O uso da internet como um espaço para a comunicação e divulgação dessas ações, acaba por potencializá-las e por que não torná-las permanente através da organização on-line de redes de economias alternativas.
Com essa intenção, de subsidiar a sobrevivência do underground na musica eletrônica, surgiram sites que agenciam os artistas, vendem suas produções e promovem festas, como o site do Stay Up Forever Collective, grupo formado pelos “pesos pesados” do underground londrino. Com certeza, a partir do momento em que essas manifestações resolvem de alguma forma se auto-sustentarem, elas acabam incorporando intenções e atitudes capitalistas e aos poucos também se tornam parte da industria cultural.
“The revolution will not be televise” frase usada nos anos 70 por Gill Scott Heron, cantor americano, para criticar a cultura de massa, é também um dos refrões queridos do underground eletrônico, pois, vem de encontro com sua características, uma forma de critica à manipulação e massificação dos meios de comunicação defendendo a idéia de que quanto mais as pessoas se relacionam com a mídia, menos elas interagem como indivíduos.
O lado político do movimento não pode ser lido em manifestos escritos ou em apoios partidários. Ele se consolida na falta de autoridade e no caráter de igualdade das pessoas de diferentes culturas, atitudes e crenças, que se unem na busca do novo, trocando experiências, valorizando a individualidade, o prazer e a música.
Essas características facilmente descrevem quase todos os movimentos de contra-cultura, já que estabelecem a liberdade de ação como ponto de partida e trazem a essência do espírito jovem como ordem.
continua...... parte 3 ;-)
Escrito por Liany às 20h10
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The underground - parte 1

O domino das grandes corporações na cena eletrônica nacional e mundial sempre incomodou os idealistas, já que a industria do show business costuma incorporar os movimentos jovens em suas ações muitas vezes banalizando o caráter reivindicatório que estes buscam, mas para nosso alívio há sempre pessoas atuantes dispostas a manter as idéias nos tons originais.
Nos últimos anos o mundo vem passando por transformações e o estabelecimento da era digital facilitou a produção, divulgação e distribuição da música eletrônica, expandindo não só sua aceitação pelo grande público, mas também divulgando suas reivindicações ideológicas.
Pode se dizer que o underground dos anos 90 é uma releitura de outros movimentos contestadores como o hippy e o punk, já que todos trazem modelos de sociedades perfeitas e de alguma forma anárquicas. As free-parties inglesas com certeza são uma das maiores representantes dos ideais do underground da última década...
continua...... parte 2 ;-)
Escrito por Liany às 20h07
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A convergência da telefonia
Uma saída para a sobrevivência saudável das operadoras de telefonia fixa no mercado e o contínuo crescimento da telefonia móvel se situa na procura e no investimento de novas soluções tecnológicas. Entre essas soluções, aquelas que possibilitam a convergência entre telefones fixos, móveis e recursos da internet são as que mais tem se desenvolvido.
A pesquisa "Fixed-Mobile Convergence Reality Check" realizada pela empresa Heavy Reading, atesta que 2006 e 2007 serão anos críticos para que a convergência móvel-fixo saia da teoria e comece acontecer propriamente, e de acordo com o mesmo documento, está convergência deverá estar praticamente completa entre os anos de 2010 e 2012.
As principais formas de convergências atualmente são:
- Convergência Baseada em "Características" (Feature-based Convergence)
Enquanto os desafios organizacionais, técnicos e de mercado atrasam a real Convergência de Produto, os fornecedores comandam este esforço com propostas como a "Unificação de Características", tais como o redirecionamento simplificado de chamadas e a caixa postal única.
- Convergência de Produto (Product Convergence)
Esta convergência ocorre quando as fronteiras de produtos distintos se juntam e um produto específico começa então, a ter as características e funcionalidades de ambos. Quando a telefonia fixa e móvel se tornam altamente redundantes, e qualquer melhoria em um produto faz com que um capture o restante das características diferenciais do outro, estará ocorrendo uma convergência de produtos.
Neste tipo de convergência, os fabricantes e as operadoras de telefonia fixa depositam esperanças no telefone sem fio. Segundo o jornal Valor Econômico (24/042005), estes aparelhos representaram cerca de 40% das vendas de aparelhos convencionais no país em 2005, estimado em 10 milhões de unidades. Há três anos, esse percentual não passava de 20%.
Os modelos mais sofisticados de telefones sem fio já oferecem os mesmos recursos dos celulares, como agenda eletrônica, melodias diferenciadas para números selecionados e até envio de torpedos MMS e SMS (mensagens multimídia e de texto, respectivamente).
- Convergência sem Fronteiras (Seamless Convergence)
Este é o nirvana da Convergência (último estágio da Convergência) se constitui na experiência de um usuário através de múltiplos locais, múltiplos dispositivos e múltiplos tipos de uso. O ideal "olímpico" é que os consumidores movam-se entre as diferentes redes de telefonia utilizando diferentes dispositivos ao mesmo tempo, mas estes mantendo seus serviços e os seus perfis individuais, exemplo: solicitando um filme de um celular e fazendo download no seu ambiente de PC/Multimídia residencial, ou automaticamente sincronizando as agendas entre o portal de banda larga, o PDA, seu aparelho telefônico fixo e celular.
Alguns passos já estão sendo dados em direção a este caminho. Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo (01/02/2006), a empresa Skype anunciou uma parceria com a brasileira Transit Telecom para trazer ao País o SkypeIn, um software que permite ao usuário fazer ligações em um telefone convencional, ligado à internet via wi-fi. É o primeiro acordo neste molde na América Latina.
A principal vantagem das conversas via Wi-Fi é o preço, que acaba saindo bem mais baixo do que as tarifas cobradas para ligações via celular. Além disso, interurbanos e ligações internacionais não interferem no custo da ligação.
Já a empresa inglesa SpinVox apresentou um sistema de reconhecimento de voz em que uma mensagem falada pode ser recebida em formato de texto do outro lado da linha.
Escrito por Liany às 10h15
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Brasil - record mundial em horas navegadas
Dados do jornal O Estado de São Paulo (11/11/2005), apontam que 875,6 milhões de pessoas têm acesso à internet no mundo e 57% delas estão nos países ricos. Se pensarmos que em 2000 essa porcentagem era de 73%, perceberemos que houveram conquistas importantes nos países subdesenvolvidos.
A maior população de internautas fica nos Estados Unidos, com 185 milhões de pessoas conectadas. A China vem em segundo lugar, com 95 milhões. Em terceiro, os japoneses com 75 milhões de internautas.
O Brasil possui 22 milhões de usuários, uma proporção de 12 em cada 100 brasileiros têm acesso à rede. Apesar da pequena penetração da internet no Brasil, segundo uma pesquisa feita pela Ibope/NetRatings, o país bateu em outubro de 2005 o recorde de horas médias navegadas por usuário no mundo. O internauta brasileiro passou mais de 18 horas e 42 minutos na rede durante o mês. O índice do Japão ficou em 17 horas e 23 minutos e dos Estados Unidos, em 15 horas e 42 minutos.
Além disso, é importante salientar que o Brasil é um dos países mais atuantes quando o assunto é a direção que a internet irá seguir. Na ONU é o principal defensor da criação de órgão gestor da internet, junto com outros países em desenvolvimento como China e Irã.
O Fórum deve ser criado no primeiro semestre de 2006 pelo secretário-geral da ONU e uma primeira reunião deve ocorrer ainda este ano. De acordo com a reportagem do jornal o Estado de São Paulo (16/11/2005), os partidários do Fórum dizem que o crescimento global da internet trouxe desafios que exigem um esforço internacional, multilateral e organizado para tornar a rede mais democrática e segura. Entre eles estão o investimento em infra-estrutura para baratear o acesso à rede em países pobres, o combate coordenado aos spams, vírus e outras pragas digitais, a regulamentação do comércio online internacional, a proteção à liberdade de expressão no ciberespaço. Atualmente, não há um órgão que se debruce e tome decisões sobre essas questões.
E como explicar que um serviço do Google, empresa americana, pouco conhecido na maioria dos países, inclusive nos Estados Unidos, torne-se um fenômeno de audiência no Brasil, visitado por mais de 6,5 milhões de pessoas todos os meses?
Esse serviço é o Orkut, um web site de relacionamento e comunidades virtuais que se tornou uma febre no Brasil. Os brasileiros representam 73,2% de todos os seus visitantes no mundo.
Um estudo da Nielsen NetRatings, que atua em parceria com o Ibope, divulgou que 8,3 milhões de brasileiros acessaram esses tipos de sites em setembro de 2005 - o equivalente a 70% do total de internautas residenciais do país. Trata-se da mais alta porcentagem de acesso a comunidades virtuais em todo o mundo.
Sem dúvida, não há como negar a importância do Brasil no mundo da rede mundial.
Escrito por Liany às 10h13
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Pensando tecnologia.....
Mentes acostumadas a formular o conhecimento através de multi-relações simultâneas com o cotidiano frenético é uma forma de comunicação que retrata a inquietação dos habitantes do mundo atual. A tecnologia como pivô responsável por esse comportamento, trouxe o fim das fronteiras físicas, mudando os conceitos de tempo e espaço. Nunca antes a humanidade havia sido capaz de se transformar e se adaptar tão rapidamente a uma nova realidade. A tecnologia hoje é instrumento de trabalho, de entretenimento e relacionamento social. É sinônimo para mobilidade, flexibilidade e liberdade.
Entramos em 2006 visionando novos caminhos e tendências que cuidarão de expandir ainda mais os limites da tecnologia. Convergência e disponibilidade são as palavras-chave para esse ano, isto é, facilitar o acesso das pessoas ao tipo de conteúdo que elas desejam, quando e onde o desejam.
O Instituto de Pesquisa Americano Forrest em parceria com a Nasdaq, disponibilizou em agosto de 2005 os resultados de um dos maiores e mais abrangentes estudos já realizados sobre o consumo de tecnologias.
Após ter abordado mais de 68 mil famílias americanas e comparado os resultados de sete anos de informação, a pesquisa entrega uma visão ampla do comportamento americano frente às inovações tecnológicas.
Os mais de 600 pontos de análise mostraram que o consumo de novas tecnologias e principalmente o acesso a Internet da banda larga vão continuar crescendo significativamente até a final dessa década.
Por volta de 2010, 62% das casas americanas (cerca de 71 milhões de casas) terão acesso a Internet de banda larga contra os 29% existentes hoje. Parte deste crescimento será impulsionado pelos provedores de Internet que focarão os consumidores pessimistas oferecendo melhores preços, mais eficiência no suporte técnico e claros pacotes de benefícios.
53% do universo consumidor possuirá um laptop e 37% usará aparelhos como o DVR (Digital Vídeo Record) para controlar a forma que assistem TV.
Além disso, casas com sistemas de rede também aumentarão consideravelmente. Atualmente, apenas 8,8% das casas americanas possuem algum tipo de sistema de rede. Segundo o estudo, até o final dessa década, cerca de 40% dos americanos já serão adeptos a essas redes que tornarão possível o sonho da convergência de equipamentos: assistir TV, navegar na Internet, ouvir música, falar ao telefone através do mesmo aparelho ou por estações conectadas via redes domésticas serão atividades tão comuns como fazer compras sem sair da cozinha.
No Brasil, certamente estes números serão mais modestos, uma vez que, como apontado no Observatório de Tendências - Onda 1, o Brasil está alguns anos atrás de países referência em avanços tecnológicos como EUA ou Japão, por exemplo. Além disso, a desigualdade social, característica dos países subdesenvolvidos, fará com que grande parte da população não chegue nem perto dessas inovações.
De qualquer forma, o país tem muito que comemorar.
Escrito por Liany às 10h11
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No Lovy, No Glory!
Ainda bem que esse é apenas um blog e aqui não haverá editores para vetar meu comentário. Por mais pessoal que pareça esse relato, eu realmente não tive como conter a vontade de expressar minha decepção com as duas novas versões brasileiras da música The Blower’s Daughter de Damien Rice, tema do filme “Closer”.
Quem assistiu ao filme sabe do que estou falando. The “Blower’s Daughter” (O Desabrochar de uma filha) é uma canção forte que parece ter sido escrita exatamente para o filme. “Closer” ao contrário do que muita gente diz não é apenas mais uma história sobre traição e o frenesi dos relacionamentos modernos, mas além de tudo mostra de uma forma sensível e atual a transformação de uma garota, o desabrochar de uma mulher.
A música de Damien Rice traduz essa idéia, a perspicácia da repetição da estrofe “I can’t take my eyes off you” traz a obsessão do olhar de dois estranhos q se encontram na rua, por acaso... E a partir daí toda história se desenvolve com diálogos duros e diretos, sem pudores, extremamente contemporânea.
Acredito que muitas mulheres tenham se visto um pouquinho em “Closer”, nas buscas e fugas das personagens, no ato de se entregar à vida e ser transformado por ela, na sutileza de se tornar mulher, a química invisível dos olhares, na arrogância do cotidiano e no egoísmo dos indivíduos.
Como música tema do filme “The Blower´s Daughter” de uma forma ou de outra personifica todos essas idéias, e ver sua melodia com traduções completamente desconexas cantadas por cantoras como Ana Carolina e Simone, como se fossem musicas natalinas... desculpem-me seus fãs... destrói qualquer sentido que tenha tornado a música realmente significante.
De fato, a sensibilidade que ela expressa estando no contexto da história ou mesmo dentro de sua própria estrutura foi completamente destruída por versões que claramente não se preocuparam com seu sentido original. Mais uma vez o apelo comercial impediu que algo de qualidade fosse feito. E para mim, sempre defensora dos remix, samplers apropriações e afins, só resta desligar o rádio, e entender que não basta só copiar uma obra de qualidade para se conseguir um produto de relevância semelhante.
"The Blowers Daughter"
And so it is Just like you said it would be Life goes easy on me Most of the time And so it is The shorter story No love, no glory No hero in her sky
I can't take my eyes off of you I can't take my eyes off you I can't take my eyes off of you I can't take my eyes off you I can't take my eyes off you I can't take my eyes...
And so it is Just like you said it should be We'll both forget the breeze Most of the time And so it is The colder water The blower's daughter The pupil in denial
I can't take my eyes off of you I can't take my eyes off you I can't take my eyes off of you I can't take my eyes off you I can't take my eyes off you I can't take my eyes...
Did I say that I loathe you? Did I say that I want to Leave it all behind?
I can't take my mind off of you I can't take my mind off you I can't take my mind off of you I can't take my mind off you I can't take my mind off you I can't take my mind... My mind...my mind... 'Til I find somebody new
Escrito por Liany às 10h15
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SE JOGA RAPUNZEL

A moda no Brasil há muito provou seu valor, sua expansão trouxe comportamento e atitude impressos nos trabalhos de jovens profissionais, estabelecendo-se como forma de expressão e arte. Hoje temos um cenário consolidado, o que é feito aqui passou a ser observado pelo mundo todo.
Para se ter uma idéia cada edição do SPFW atrai cerca de 120 mil pessoas, recebe aproximadamente 6 milhões em investimento e emprega mais de 3mil profissionais. Os cursos especializados explodiram, há dez anos não passavam de cinco, hoje são quase duzentas escolas lançando no mercado milhares de profissionais preparados para enfrentar as exigências de um circuito globalizado.
Cientes de que a realização de uma idéia depende da construção de uma rede de relacionamentos surgem projetos que buscam reconhecer, investir e difundir os novos talentos dessa geração, identificando pessoas comprometidas com trabalhos de propriedade, capazes de criticar e inovar.
Assim surgem propostas autorais e inusitadas, que de alguma forma furam o bloqueio do mercado. Resultado de uma dessas iniciativas é o recém inaugurado Mercado Pink, que abriu espaço para a nova geração atraindo produtos autênticos, diversificados e atuais.
É uma idéia alternativa que junta vários profissionais em um mesmo espaço, surgiu em Nova York na década de 90 e aos poucos vem ganhando adeptos no Brasil. São lojas coletivas onde estilistas podem alugar espaços nas araras e vender seus produtos sem ter que arcar com o peso de abrir um negócio próprio.
Na loja, a estilista Fernanda Sternieri lançou sua marca e nova coleção. Segundo Sternieri essa proposta foi a oportunidade que lhe incentivou a tirar as idéias do papel e finalmente projetar seu trabalho. "Se Joga Rapunzel” é a coleção de Fernanda que traz uma leitura da cidade de São Paulo, de sua face eletrônica e de seus habitantes. Mistura o concreto com contos de fadas, é alegre sem ser ingênua, traduzindo a visão pessoal da artista, seu jeito de ver e sentir a cidade.
Solidificando sua contemporaneidade a moda brasileira chega sempre trazendo a intertextualização das artes, dinamismo, promovendo a releituras de valores e estabelecendo a ótica criativa como pensamento predominante. Só temos o que agradecer aos profissionais que vem expandindo o mercado com muita classe e competência.
Veja aqui o ensaio fotográfico com a coleção “Se Joga Rapunzel”.
Escrito por Liany às 12h54
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Vídeos de bolso!!

Eu venho colocando nesse blog minha opinião sobre como as novas mídias estimulam a produção artística, já que disponibilizam ferramentas que tornam muito mais accessíveis a produção e o consumo das artes em geral.
Com esta convicção eu questiono se essa nova ótica de produção não pode ser absorvida pelo mercado? (ver texto “Content” em 13/10 nesse mesmo blog)
Semana passada uma noticia lançada pela Apple me chamou a atenção: foram vendidos 1 milhão de vídeos em 19 dias, desde que a empresa lançou o iPod que armazena e reproduz vídeos e começou a comercializar arquivos de imagens através da sua loja virtual o iTunes.
Segundo seu diretor de CEO Steve Jobs vender 1 milhão de vídeos em 20 dias realmente sugere que existe mercado para o download legal desses arquivos. O objetivo da Apple agora é expandir a oferta desse material para que cada vez mais as pessoas assistam vídeos pelos computadores e iPods.
A Apple tem entrado cautelosamente nesse mercado, e a grande questão é se as pessoas irão mesmo se acostumar a ver as imagens em telas pequenas.
Se comparados com os números da venda de músicas, essa explosão do vídeo não espanta muito, quando a iTunes Music Store foi lançada, no começo desse ano no Japão, foram vendidas 1 milhão de tracks em apenas 4 dias. Mas a loja foi aberta com uma variedade bem maior de opções para compra.
A Apple atualmente possui 2000 clipes de música, uma pequena coleção de curtas de animação da PIXAR Studios, e alguns episódios de shows exibidos pela rede de tv ABC.
Segundo a própria Apple tem sido muito difícil convencer os profissionais de vídeo a pensarem em seus projetos voltados para a internet.
A grande questão pra mim é que não necessariamente esse novo conteúdo exigido pelo mercado precisa ser produzido pelos mesmos profissionais de hoje, já que novos conceitos terão que ser estabelecidos para se trabalhar com mídias como a internet e o telefone celular.
Vejo muito potencial para o a inclusão de diversos tipos de profissionais no mercado de vídeo on-line. No Brasil o iPod com vídeo ainda não foi lançado e os telefones celulares que gravam e reproduzem imagens acabaram de chegar, mas acredito que uma nova gama de oportunidades está surgindo e para muitos daqueles artistas que encaram suas produção apenas como hobbies, está na hora de pensar como disponibiliza-las para downloads, pois, pelo visto a nova geração está disposta a pagar para assistir, mas claro que assistir produtos com conteúdo de qualidade.
Categoria: cybercultura
Escrito por Liany às 18h12
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Fim à supremacia da beleza!

Shrek é mais uma competente produção dos estúdios PDI/DreamWorks, com direção de Andrew Adamson e Victoria Jenson. Animação de primeira com estética contemporânea. Possui elementos para prender a atenção de qualquer individuo, pois dialoga competentemente com crianças e adultos.
O roteiro é simples, mas repleto de referências, ironias e cítricas a cultura americana, porém há um ponto genial, que realmente faz a toda diferença. Shrek nosso herói é um solitário ogro, verde, gigante, horrível, mas com um coração de ouro.
A história se desenvolve a partir do momento em que o pântano onde Shrek vive é invadido por personagens de contos de fadas que foram expulsos da cidade mais próxima, Duloc, governada por Lord Farquaat que os considerava aberrações.
Com objetivo de ter a paz em seu lar restabelecida Shrek parte para Duloc, acompanhado de seu novo e tagarela amigo o burro falante, ao chegar na cidade se vê no meio de um duelo imposto por Lord Farquaat onde o vencedor seguirá em missão para salvar a princesa Fiona que está presa num castelo protegida por um enorme e monstruoso dragão.
Claro que o ogro vence o torneio e parte para realizar sua tarefa. Como era de se esperar Shrek liberta a princesa e no caminho de volta para Duloc os dois se apaixonam. A história termina com o amor vencendo todos os obstáculos quando na hora do casamento Sherk salva Fiona dos braços do nanico vilão.
O enredo pareceria previsível se não fossem os detalhes. Temos um herói ogro com seu fiel e irritante amigo burro e uma princesa que se mostra possuidora de uma ironia sutil e de um segredo nada romântico. Fiona foi enfeitiçada quando criança e durante a noite transforma-se em uma medonha ogra. O feitiço só será quebrado quando ela for beijada por seu verdadeiro amor e é nesse momento que seu corpo permanecerá da forma que mais se adequar ao seu coração.
Está bem, podemos dizer que até aqui temos uma história quase comum, com diálogos inteligentes, trazendo lições sobre amizade, de respeito ao próximo, ao que é diferente, critíca a manipulação das massas e toda cultura americana. Mas se ñ bastasse todos esses conceitos Shrek, para mim, torna-se genial por nos dar uma personagem como a da princesa Fiona.
Ela dialoga com Shrek como igual, sua posição de princesa não a impede de ser uma pessoa extrovertida, com opinião própria, que luta, come coisas estranhas e até arrota. Há realmente uma fusão entre as tão estereotipada visões de masculino e feminino. Para completar, no momento do tão esperado do beijo de amor seu corpo assume perante todos a forma a que seu doce coração mais se adequou, de uma simpática e verde ogra.
É fato que os contos de fadas são recursos fundamentais no desenvolvimento de um ser humano, através deles gerações transmitem valores e costumes, de forma lúdica os problemas são trazidos e dramaticamente vivenciado.
Estudiosos sempre afirmaram que os contos de fadas favorecem a comunicação com o inconsciente através de imagens simbólicas, porém eles fazem mais que isso, através de metáforas que se comunicam indiretamente, os contos verdadeiramente constroem uma parte do nosso inconsciente quando crianças.
Os garotos se sentem heróis e príncipes capazes de derrotar qualquer obstáculo através de sua força e quebrar feitiços com seu charme. Já as meninas pensam que são lindas princesas e passam a vida esperando para serem salvas por seu verdadeiro amor.
Há uma supremacia do perfeito em nossas fábulas, a beleza e a força superam tudo se tornando critérios para se definir o bem e o mal. Já em Sherk o belo não é mais visto como um prêmio a ser alcançado, o verdadeiro valor das pessoas está em suas ações de respeito e amor ao próximo. Aliviada vejo que finalmente com essa fábula conceitos reais e necessários aos dias de hoje são transmitidos, e com certeza ajudarão a formar crianças e adultos muito mais conscientes e seguros de si mesmos.
Escrito por Liany às 09h04
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Celulares G3

Uma nova forma de arte está emergindo, são filmes, mini novelas, clips, todo tipo de produtos audiovisuais concebidos para telefones celulares.
A terceira geração de aparelhos capazes de gravar e reproduzir mini-vídeos chegou aguçando a criatividade de muitos artistas.
No início desse mês aconteceu em Paris o primeiro festival europeu voltado exclusivamente para o assunto. O “Festival Pocket Films”.
No total 90 filmes foram mostrados em telas de cinemas e também puderam ser vistos nos celulares disponíveis em instalações no saguão do Fórum dês Imagens, local onde aconteceu o festival.
Wladimir Anselme, que teve seu trabalho exibido na mostra, que durou três dias, defende que as reduzidas possibilidades de ação desse tipo de produção impulsionam a criatividade dos artistas.
Com recursos limitados os vídeos lembram os primeiros granulados filmes caseiros produzidos em Super 8.
Laurence Herszberg, uma das organizadoras do Festival, acredita que não verá grandes nomes do cinema produzindo para celulares, pois, como uma nova forma de arte ela acabará por atrair e formar seus próprios interpretes.
Segundo Laurence o sucesso do festival mostra que filmes para celulares já estão sendo levados a sério. Outros três festivais na mesma linha estão programados e algumas escolas francesas de cinema incluíram o estudo desse formato de vídeo em seus cursos.
As apresentações também exibiram pequenos filmes produzidos pelos irmãos Lumiére no final do século XIX. Segundo a organização as limitações de se fazer filmes em celulares são de alguma forma semelhantes às encontradas pelos irmãos Lumiére com sua primeira câmara de cinema, o cinematógrafo.
Herszberg rejeita a afirmação de que os filmes para celulares são apenas recursos publicitários para alavancar a venda dos aparelhos, apontando que no começo as câmaras digitais também foram rejeitadas pelos profissionais e hoje são amplamente aceitas.
O festival foi patrocinado pela Nokia, a líder mundial na produção de aparelhos celulares.
A ultima temporada da reconhecida série da FOX 24h, também foi produzida em episódios de 1 minuto que puderam ser baixados por usuário da operadora Vodafone.
Outros festivais nos Estados Unidos e Ásia já haviam notado esse tipo de arte, porém nenhum obteve a repercussão que conseguiu a mostra francesa.
Quem foi ao Pocket Film Festival teve a oportunidade de utilizar o estúdio montado com atores e técnicos a disposição para produzir seu próprio filme.
Para terminar o fórum abrigou um grande numero de palestras e debates que discutiram a nova arte e suas implicações sociais.
Escrito por Liany às 18h07
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SIN CITY

Semana de referendo, as pesquisas pipocam anunciando a queda do sim e uma inesperada virada do não. O brasileiro, tão politicamente correto, no primeiro momento compra a idéia de uma sociedade sem armas, mas a realidade é outra e um povo que sofre tem medo de sonhar. Uma grande utopia fazer nossos filhos crescerem em um país onde arma de fogo não entra, que plácida nação!!!
Relendo qualquer texto desse blog é fácil perceber a inocente forma com que o mundo me fascina. Idealista e sonhadora até o fim, vibro pela liberdade, pela vida, pela arte até que “tipaf tipaf” uns tapões na cara me fazem acordar.
A essência humana é dúbia, já dizia Mr. Hyde, e o mundo perfeito nunca vai existir. Desde sempre a tolerância do homem com a violência deixa claro seu lado perverso. Perceba a popularidade de sites como “The Crims”, um jogo onde todos são criminosos e o objetivo é conquistar o respeito dos gangsteres da cidade através da quantidade crimes que comete. Será que esse tipo de entretenimento não nos ajuda de alguma forma a extravasar nossa agressividade nata? E acredidito que não são os jogos que induzem a criminalidade, já que eles são apenas retratos do cotidiano.
Particularmente prefiro tratar qualquer tipo de brutalidade reprimida assistindo a um filme como Sin City. Considerado com uma das melhores interpretações de HQ para o cinema, o filme de Robert Rodriguez e Frank Miller é fiel ao clima sombrio da versão original. Elegante, estiloso, Sin City traz uma estética noir concebida de forma tão competente que muitas vezes a beleza dos contrastes da imagem, ofusca a própria selvageria das cenas. Não deixaria de elegê-lo como uma obra de arte.
Sim City é uma cidade perigosa habitada por marginais de todos os tipos, tem como essência o lado obscuro da personalidade humana. É importante que existam muitas Sin Cities em livros, no cinema, em nossa imaginação, pois é parte do que somos, mas no mundo real os princípios para uma convivência sadía devem prevalecer, e a busca daquela utópica sociedade onde armas são coisas de filmes será sempre o meu ideal.
Escrito por Liany às 16h47
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Solte suas asas!!

foto e arte: Liany
Que beleza!! O crescimento da inclusão digital e a explosão de conteúdos online oriundos principalmente da digitalização das mídias torna a arte muita mais próxima de todos, já que agora o autor não depende de caros artifícios ou de estudos extensíveis para conceber sua obra, a facilidade que os meios nos trazem para produzir materiais criativos faz brotar o artista que existe escondido em muitos de nós.
A minha primeira preocupação é com os profissionais, fotógrafos, ilustradores, músicos, cineastas, que estão competindo com amadores capazes de oferecer produtos de qualidade semelhante por valores ínfimos, relativos a um artista que não vive da sua própria arte.
Mas é claro que aqui considero apenas aquele amador constituído por habilidades inventivas capazes de suprir a necessidade de um mercado até então alimentado por especialista. Sendo assim seu trabalho se torna valido já que usa sua própria veia criativa para isso, embora lhe faltando a experiência e muitas vezes a perícia técnica.
Referendo solucionado: Os profissionais terão que se adaptar a essa nova realidade e com certeza perceber a importância do trabalho desses artistas entusiastas.
Outro dia vasculhando um desses cantos na Internet deparei com uma espécie de manifesto, uma corrente que vinha de encontro aos meus pensamentos. Conhecido como Generation C (C de “content” ) esse grupo procura reconhecer o imenso potencial trazido pela entrada dos amadores no mercado.
Propagando suas idéias através de news-letters ao público cadastrado o Generation C, me supriu com estatísticas e observações que contribuíram para validar ainda mais minhas opiniões sobre a importância dessa nova classe emergente. Os números mostram que 44% dos americanos adultos usuários de Internet (cerca de 53 milhões de pessoas) já produziram algum tipo de conteúdo online, sejam websites, blogs, imagens ou músicas.
Perceba que quando a Cannon anuncia a sua nova câmara com a seguinte frase “existe uma diferença entre você e um fotógrafo profissional... Ele é pago para isso” fica claro que o seu publico alvo são os novatos apreciadores da arte.
Nota-se que uma rede de produtos e serviços voltados a esse novo setor está crescendo e se especializando a cada dia. As impressoras pessoais imprimem com acabamentos perfeitos. Os softwares, ferramentas essenciais nesse processo, ficam cada dia mais simples, acessíveis e competentes. Os celulares com câmeras digitais e até filmadoras criaram milhares de maníacos por fotos digitais. E assim a cada dia a sociedade se nutri de novos recursos tecnológicos que poderiam banalizar todo o processo artístico de uma geração se o foco principal dessa demanda não fosse a criatividade e o inusitado.
Ao contrario dos antigos tempos onde vivíamos a valorizar os especialistas (que pai nunca sonhou ver seu filho se tornando médico ou engenheiro) agora o foco principal são as idéias. Segundo o Professor Richard Florida em seu livro “Creative Class” está emergindo uma sociedade onde o domínio da idéia e da criatividade é sustentado pelos mais de dez milhões de profissionais que hoje atuam nessas áreas. É a geração digital.
A analise dos fatos que me levam a coroar a tecnologia como fonte fomentadora de conteúdo criativo poderia continuar por muitas páginas, mas hoje me despeço por aqui com a seguinte certeza: Invente, faça arte, seja criativo! Todos podem e possuem recursos para isso!!!
Fonte: TRENDWATCHING.COM
Escrito por Liany às 17h15
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Você já ouviu falar em SINGULARITY?

Esse é o termo utilizado por físicos para especificar o ponto em um buraco negro, onde a partir dele não é possível ao homem entender ou definir os limites. Esse termo foi emprestado aos futuristas e hoje denomina também o momento na história tecnológica em que o homem não será mais capaz de entender a inteligência das máquinas.
Essas idéias expostas pela primeira vez em 1960 por I. J. Good, ganharam adeptos de renome e hoje podemos encontrar inúmeras instituições fundadas para pensar uma forma sadia e segura da humanidade enfrentar a Singularity.
A aceleração dos processos tecnológicos foi uma das principais características do século XX e continua sendo no século XXI. A iminente criação de artifícios tecnológicos que superem a inteligência humana nos colocará de frente com uma mudança comparável ao estabelecimento da raça humana na terra.
Vamos definir uma maquina ultra-inteligente como aquela capaz de ultrapassar todas as atividades intelectuais do homem mais inteligente. Se essas atividades intelectuais humanas são aquelas que desenham as maquinas, então uma maquina ultra-inteligente será capaz de desenhar maquinas muito melhores. Existirá uma explosão de inteligência e conseqüentemente a inteligência humana será deixada para trás.
Fazendo uma analogia com a nossa evolução natural, os animais se adaptam ao meio em que vivem através da evolução das espécies, porém essas mudanças normalmente não são mais rápidas que a própria seleção natural. Nós humanos segundo nossas convicções podemos solucionar problemas muito mais rápido que a própria natureza, e com o passar dos tempos estamos nos tornando capazes de simular e realizar essas mudanças num piscar de olhos.
Mas se hoje o progresso que conhecemos vem através das atividades intelectuais humanas, quando esse progresso for regido por atividades ultra-inteligentes qual será a velocidade dessas mudanças e como o mundo e a natureza reagirão a elas?
Será correto afirmar que a máquina ultra-inteligente será a ultima invenção que o homem precisará fazer? E podemos considerar que as máquinas serão dóceis o suficiente para nos dizer como mantê-las sobre controle? Estaremos em segurança quando isso acontecer?
Será um ponto onde velhos modelos serão descartados e novas regras se tornarão realidade. E essas mudanças ocorrerão de forma gradual sendo absorvidas quase que imperceptivelmente por um senso comum.
Mas como exatamente tudo ocorrerá e qual será a conseqüência disso?
Este artigo pretende ser uma primeira exploração sobre o que os cientistas já disseram a respeito da Singularity. Deixo aqui essas questões básicas para os futuros debates.
http://www.singinst.org/
http://www.singularity.org/
http://en.wikipedia.org/wiki/Technological_singularity
Escrito por Liany às 19h25
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